Sobre
História da Arte
Vera Marta Reolon - MTb 16.069
Para
Dana Arnold apreciar uma obra de arte é diferente do que faz um historiador de
arte. Este identifica, classifica, interpreta, descreve e pensa as obras de
arte.
Um apreciador de arte não
necessita “entender” obrigatoriamente de arte, ele pode simplesmente fruir
sobre a obra. Sentir a obra de arte,observá-la, gostar dela.
Um historiador de arte precisa
conhecer os estilos de arte, como ela se classifica no tempo e espaço, como se
pode interpretá-la, pensá-la, descrevê-la (pode-se descrever uma obra de arte
sob diferentes aspectos, modelos, estilos, etc..).
Um historiador de arte difere
igualmente de um historiador. Este descreve fatos históricos, atos dos homens
enquanto vida, feitores de história, enquanto aqueles são delimitadores de
estilos, de maneiras de fazer arte. Ambos têm conhecimentos delimitados em seus
campos de ação que, por horas, podem se entrelaçar, mas em sentidos e
configurações diferentes.
Enquanto disciplina acadêmica, a
história da arte permite que se obtenha um conhecimento sobre os acontecimentos
que fizeram a arte mundial, de forma a delimitar-se as formas de arte, suas
características próprias, conforme os diferentes movimentos artísticos, as
vanguardas, os períodos e os meios e artistas que os abarcam. Tem-se a história
da arte contada por historiadores de arte, críticos, pelos próprios artistas.
Penso ser interessante em uma
disciplina de história da arte iniciarmos com uma possível delimitação de
períodos e alguns artistas que pertencem a este ou aquele movimento, como uma tabela em que se possa visualizar o
movimento e o que, para aquele movimento, delimita uma vanguarda, um momento de
ruptura, de avanço. Esta é uma historiografia possível, como outras o são e se
apresentam, ou podem “contar” a história da arte.
POÉTICA DE ARISTÓTELES
Aristóteles,
em A Poética, problematiza a estrutura narrativa e o que distingue a tragédia
da comédia. Como e quais eventos podem ser imitados pela poesia. Para tanto, o
filósofo fragmenta o texto em capítulos de modo que, no avançar destes,
complexifica o tema: assim, sua
metodologia consiste em subdividir espécies de poesia, história da tragédia e
comédia, definições e evoluções do gênero, sempre de um modo classificatório. O
critério de diferenciação das espécies poéticas é objeto da imitação e o modo
da imitação. O que é comum às espécies é a imitação dos homens que praticam
alguma ação e estes, necessariamente, são indivíduos de elevada ou de baixa
índole, assim, a diferença, segundo o objeto das artes miméticas é: a tragédia
imita os objetos melhor do que ordinariamente são, a comédia, por sua vez,
pior. Segundo o modo de imitação, há uma pequena diferenciação: a classificação
se subdivide em narrativa, mista e diamética. Quanto às causas da poesia,
Aristóteles destaca que são duas, e ambas naturais: o imitar é congênito ao
homem. Diz ele: “se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum
prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas somente da execução, da cor ou
de qualquer outra causa de mesma espécie”.
A
poesia, segundo o filósofo, toma diferentes formas segundo a diversa índole
particular dos poetas.
A
poesia e a história não diferem pelo modo da escrita (verso ou prosa) mas sim
que um diz as coisas que sucederam, e outro que poderiam suceder. Por isso, a
poesia é algo de mais filosófico e sério que a história, pois refere àquela
principalmente o universal e esta o particular.
Aristóteles
e Platão se diferenciam capitalmente em suas concepções de comparação entre
poesia e história, ou melhor, a imitação em relação à verdade. Para Platão, a
imitação tem um caráter ilusório e, nesse sentido, falso, contrário à verdade.
Aristóteles
pensa a poesia – a imitação – sem a necessidade de acordo com a verdade. A
poesia deve, outrossim, ter verossimilhança: não deve narrar o que aconteceu,
mas representar o que aconteceu.
Platão
vê a imitação sob um aspecto negativo; Aristóteles, por sua vez, por um aspecto
catártico, logo positivado.
Tragédia
não é imitação de homens, mas de ações e de vida, de felicidade ou
infelicidade, reside na ação.
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