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terça-feira, 28 de abril de 2020

HÁ UM HUMANO NO HOMEM?


Vera Marta Reolon

Resumo: O homem constituído pela marca desejante está condenado à liberdade de escolha e, com ela, deve representar todos os homens e o que de humano há neles, se é que possuímos humanidade. O desejo como diferença. A racionalidade como disfarce de humano. O amor e o Outro como funções estruturantes do sujeito. O desejo como marca de liberdade. O desejo e a escolha. O homem e a liberdade. O homem e o desejo. O homem e a escolha.
Palavras-chave: homem; humanidade; humano; desejo; escolha; liberdade.
Abstract: The human constituted for the desires mark are condemned to liberty of choice and, with its, need represent all the human and what the human have him, if we have humanity. The desire as difference. The racionality as mask of the human. The love and the Other as structurant functions of the subject. The desire as mark of liberty. Desire and  choice. Human and liberty. Human and desire. Human and choice.
 Key words: human; humanity; desire; choice; liberty.

Buscamos constantemente responder a grande questão: O que é o humano?
Através do estudo de diferentes autores propostos buscamos este referencial: que faz com que nos tornemos humanos, o que nos diferencia como humanos? Chegamos ao final de estudos diversos e as questões permanecem, porque o homem, em alguns momentos, diz-se humano por possuir racionalidade, porque possui espírito, enfim diferentes conceitos, construções teóricas que, na verdade, nada dizem, são apenas palavras que não trazem respostas às nossas inquietações.
O homem, sua humanidade, é diferente dos animais, os outros animais não racionais? O quê ou quem tem autoridade para dizer que os animais (não humanos) não têm racionalidade?
Basta que eduquemos, que adestremos os animais, mesmo que selvagens, para observarmos neles amorosidade, carinho, dedicação. Se os tratarmos com amor, recebemos amor e dedicação para sempre. O ser humano também precisa desta “amarragem” amorosa, sem esta estruturação, sem esta dedicação ele fica perdido, como um objeto do Outro, este que o gerou. É preciso que o ser humano, ao nascer, ou antes disso, seja desejado, seja marcado com a insígnia do desejo por alguém, que ele tenha sido esperado, querido por alguém, mas não desejado para completar este alguém, e sim que ele seja desejado para viver, ser feliz, progredir, fazer-se. É um processo, e um projeto, de humanização constante, que se inicia com este Outro.     
Para que sejamos marcados como desejantes, tenhamos “voz plena de valor”, precisamos da marca primordial de instituição narcísica, que denominamos Amor do Outro. Outro este que faz para nós um papel materno, de mãe instituidora da marca amorosa que levaremos em nossas vidas. Sem esta marca inicial não somos considerados estruturalmente sujeitos, donos de uma identidade, estaremos sempre presos a alguém que nos deve conduzir pela vida, pois esta marca é primordial, necessária em nossa frenética luta pela libertação. Com a marca podemos nos libertar e seguir. Sem a marca estamos presos ao desejo do Outro, às suas imposições.
                       
Freud via nos primórdios da experiência psíquica uma identificação primária que consistiria na “transferência direta e imediata” do ego em formação para o “pai da pré-história individual”, o qual possuiria as características sexuais de pai e mãe e seria um conglomerado de suas funções. (KRISTEVA, 1987, p.36).
           
            A literatura tenta nos ajudar neste processo de entendimento da formação humana e estrutural de nossa identidade narcísica. A história de Ana Terra, retratada em O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, faz-nos pensar sobre esta questão. Ana, enquanto sujeito, libertou-se, viveu seu desejo, foi em busca de algo com força e coragem, assumiu as conseqüências de seus atos, mesmo que isso tenha implicado a dor extrema da rejeição paterna, da afiliação. Assumiu seu filho, viveu, apesar de tudo, até mesmo do sofrimento pela morte de Pedro Missioneiro.
Todo povo precisa de um mito onde se espelhar (que me diga quem sou!), de um lugar a que posso recorrer quando nada mais me resta e devo (preciso!) recriar-me. Surge, então, O Tempo e o Vento (1961) A obra começa determinando a epopéia, partindo de O Continente e nos mostrando quem são os homens e as mulheres gaúchos. O homem aqui representado pelo Capitão Rodrigo Cambará, portador do falo para a guerra, para a disputa, à luta. A mulher: Ana Terra, aquela que sabe ouvir o vento, que adquire nele sua força, força vital para a vida, para agüentar as intempéries que a vida oferece. Rodrigo Cambará, marca masculina; Ana Terra, marca feminina. O Tempo e o Vento narra a saga da família Terra-Cambará, em cem anos de história, principiando na figura de Ana Terra, sua filha Bibiana, que se casa com Rodrigo Cambará e assim sucessivamente, até o século XX e a derrocada da família.
            As mulheres gaúchas estão em Ana Terra, e ela nelas. Ana é aquela que sabe ouvir o vento. Vento diferenciado, vento que traz história, dor e prazer. Vento de vida, vento de morte. Vento que também faz marca mítica, pois ouvi-lo implica ter dons premonitórios, dons superiores aos demais, implica ser sobre-humano para o bem e para a dor. A alguém que é semi-deus é exigido mais, geralmente acompanhado de mais dor e não mais prazer, pois à semelhança de Jesus Cristo, homem-Deus “porque mais te foi dado, mais te será exigido”.
            O Vento Minuano é que dá força a Ana, é dele que ela extrai vida, ele funciona como falo simbólico, força vital para agüentar as intempéries e viver (“sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando” (VERÍSSIMO, 1995, p.07)).

[...] se a palavra pênis fica reservada ao membro real, a palavra falo, derivada do latim, designa esse órgão mais no sentido simbólico [...] o adjetivo “fálico” ocupa um grande lugar na teoria freudiana da libido única (de essência masculina), na doutrina da sexualidade feminina e da diferença sexual e, por fim, na concepção dos diferentes estádios [...] o falo é um atributo divino [...] Lacan faz do falo o próprio significante do desejo. (ROUDINESCO; PLON, 1998, p.221).

            À semelhança das vozes polifônicas de Dostoievski, no olhar de Bakhtin, Érico Veríssimo, transpõe diálogos e pensamentos de Ana com o vento que dizem do não-dito, dizem e dão vida.

a multiplicidade de vozes e consciências independentes e imiscíveis e a autêntica polifonia de vozes plenivalentes [...] a multiplicidade de consciências eqüipolentes e seus mundos que aqui se combinam numa unidade de acontecimento, mantendo a sua imiscibilidade. (BAKHTIN, 1997, p.05).
           
A força de Ana, e sua relação com o vento, não se desfaz nem com as agressões e afastamentos do pai. Ana só se dobra ao amor, em sua relação com “Pedro Missioneiro”, índio/marido, morto pelo pai e irmãos de Ana, porque este a engravida sem casar (embora a pureza dos costumes e da sinceridade amorosa de Pedro para com Ana). Ana ouve além do que era dito. Ana ouve com o coração.
À semelhança de Ana, encontramos Teresa, em O Quatrilho (1996), de José Clemente Pozenato. Teresa é a mulher que busca as respostas, que deseja saber mais sobre a vida, que não se satisfaz com a vida sofrida das mulheres da localidade que aceitam a estrutura do trabalho, da dor, da condição de inferioridade e de insatisfação. Teresa não quer a vida do calar-se e aceitar o que vem. Teresa quer amar, quer conhecer o amor, vivê-lo, vivenciá-lo, quer ser feliz. Ela se casa, é alegre, brinca, resolve os problemas que surgem, é inteligente, luta por melhorias de vida, independente dos ditames sociais, das imposições da lei social hipócrita e mentirosa.
Teresa é aquela que escancara a verdade e a assume com todas as suas conseqüências. Teresa personifica a pessoa que todos desejamos ser: verdadeiros, assumidos em nossas verdades, sem nada esconder, vivendo nosso desejo e sendo aceitos por ele. Daí a obra, e Teresa em especial, serem sempre atuais porque mostram como o amor (quer seja pessoal, dual ou social) deveria ser, enquanto constituinte do próprio ser, de cada um de nós.
Teresa nos apresenta o lugar feminino da cultura de colonização italiana, forte, que sabe o que quer e vai em busca deste querer, carinhoso, sedutor:

Lacan afirma que, na dialética falocêntrica, a mulher representa o Outro absoluto. Há uma divisão do gozo feminino em uma parte que a do homem encarnando o falo para a mulher e uma parte de gozo relativa ao próprio sexo feminino como aquilo que falta no Outro como significante. A mulher é o Outro absoluto, é Deus, para ela e para o homem. Porém, para adorar a si mesma, ela se vale do homem como conector. (MAIA, 1999, p.33).

Ana e Teresa, assim como Antígona (que vai contra a lei moral e segue a sua ética, o seu desejo), representada nas obras de Sófocles, são portadoras de desejo. Desejo enquanto marca instituidora de diferença, enquanto singularidade do sujeito. Desejo que provém do amor transmitido pelo Outro, que é energia vital, pulsão de vida.
Amar é ver no outro o desejo por mim que me constitui. Mas é um engodo, porque o que efetivamente vejo é, na verdade, reflexo do meu desejo pelo outro. Sócrates, na voz de Platão, em O Banquete, usando Diotima como interlocutora, diz que amar é desejar o que ainda não se tem, o de que se é carente, o que se quer conservar consigo. Amor é amor de algo. Amar é o desejo do que é bom e de ser feliz, é o desejo da imortalidade.
            Diferentemente de Platão, que concebe o amor como movimento, pulsão, vida, desejo de algo, busca por algo, Schopenhauer encontrou o a priori manifestando-se na Vontade. Como coloca  Dumoulié (2005), o nosso conhecimento se acha encerrado no mundo dos fenômenos, portanto de representação, mas nós temos a intuição imediata através do nosso corpo, da essência íntima dos seres e do mundo. Para Schopenhauer, que sofreu influências de Platão e Kant, o mundo é fenômeno, é representação. A Vontade estaria em um mundo de idéias – platônico -, num mundo idealizado, superior, inalcançável, que pode apenas ser simbolizado. A Vontade, entretanto, não é externa, para Schopenhauer, ela está em nós:

A coisa em si, que não podemos conhecer do lado de fora, nós a alcançamos diretamente por dentro, pois ela está em nós. Esta Vontade, da qual a vontade humana é apenas uma manifestação, é um princípio metafísico, sustentáculo de tudo aquilo que é. [...] A expressão “coisa em si” deve ser entendida da maneira mais concreta, como uma Coisa toda-poderosa que habita em cada um de nós, que nos faz viver e nos vai devorando ao mesmo tempo. Por essência é um desejo bruto, cego e insaciável. (DUMOULIÉ, 2005,p.101).
           
            Schopenhauer estabelece uma dupla lei relativa ao desejo: os contrários se atraem e cada um procura no outro aquilo que lhe falta. Desta forma, procura-se um amado que possua aquilo de que se é carente. Aqui há uma conexão com Platão e com Lacan.
            Embora Lacan tenha aparentado uma grande distância em relação a Schopenhauer, que ele quase não cita, seu pensamento apresenta inúmeros pontos de contato com o filósofo. A noção de Coisa, tão essencial à teoria lacaniana, cujas nobres origens kantianas e heideggerianas são abertamente reconhecidas, tem ocultas e profundas ligações com a Coisa em si de Schopenhauer, a Vontade de gozo cega e mortal.
            Alain Juranville (1987) faz uma diferenciação das estruturas neurose, psicose e perversão, no que concerne ao desejo e ao amor de estrutura:

O psicótico não dá, não quer a relação com o Outro, que suporia que ele entrasse na castração. “A psicose”, diz Lacan, “é uma espécie de falência no que concerne à realização do que é chamado ‘amor’”. Nela, o sujeito quer o gozo absoluto, o que ele efetivamente conhece ao nível de seu corpo. Daí seu narcisismo. [...] [Na perversão] dá-se apenas ao Outro simbólico, essencialmente ausente do mundo. Todos os “outros” humanos, inclusive o próprio sujeito, são para esse Outro instrumentos de gozo. [...] O neurótico precisa, pois, de um simbólico suplementar, ou seja, do sintoma, onde o desejo se mantém como recalcado. (JURANVILLE, 1987, p.363-365).
           
            O que nos torna humanos então, para a psicanálise, não nos deixando objetivar, ou sermos objetivados, é este amor de estrutura, que nos diferencia perante os demais, que nos torna desejantes, desejantes de vida, de felicidade, de busca.
            Sartre vai além deste conceito, ele fala do existir humano, do processo da existência humana, como uma construção, construção essa que parte da própria liberdade de ser humano. O homem vai construindo sua existência, a partir da liberdade que possui, liberdade de escolher, conforme seu desejo: “toda verdade e toda ação implicam um meio e uma subjetividade humana” (SARTRE, 1970, p.01).
            O humano é constituído pelo Outro. A partir desta marcação estrutural, amorosa, ele pode nomear-se, determinar-se, decidir por si. Inicialmente ele não é nada, é o resultado do desejo deste Outro. Mas é somente através deste desejo que ele poderá desejar, para si, para o mundo.
            Sartre, em seu texto O existencialismo é um humanismo (1970), fala desta condição existencial do homem, deste “princípio” que o “abarca” e o constitui:

Em primeira instância, o homem existe, encontra a si mesmo, surge no mundo e só posteriormente, se define. O homem, tal como o existencialista o concebe, só não é passível de uma definição porque, de início, não é nada: só posteriormente será alguma coisa e será aquilo que ele fizer de si mesmo. [...] O homem é tão-somente, não apenas como ele se concebe, mas também como ele se quer; como ele se concebe após a existência, como ele se quer após esse impulso para a existência. O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo: é esse o primeiro princípio do existencialismo.(SARTRE, 1970, p.3).
           
O homem escolhe, a partir de sua vontade, escolha essa original e espontânea, mas também o homem é responsável por suas escolhas. Ele escolhe livre e espontaneamente, e será responsável por seus atos livres. Responsável consigo mesmo e com os demais:

o primeiro passo do existencialismo é o de por todo homem na posse do que ele é de submetê-lo à responsabilidade total de sua existência, [...] não queremos dizer que o homem é apenas responsável pela sua estrita individualidade, mas que ele é responsável por todos os homens. (SARTRE, 1970, p.03).

            No texto sartriano, há uma noção de humanidade que extrapola toda a individualidade, todo egoísmo ou todo egocentrismo narcisista que o homem possa carregar, pois ele expõe a liberdade existencial humana como uma responsabilidade que inclui a humanidade inteira: “a nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, pois ela engaja a humanidade inteira” (SARTRE, 1970, p.03).
            Logo, em Sartre, toda nossa ação é livre, a partir de nossas escolhas, toda nossa ação é uma construção livre de nossa individualidade, uma marca individual de nossa existência, mas ela também é uma responsabilidade sobre a marca que transmitimos como retrato da humanidade toda e “sobre” toda essa humanidade. Essa responsabilidade carrega muita angústia, e daí a afirmação de Sartre de que o “homem é angústia” (SARTRE, 1970, p.04). Não há disfarces para a angústia, pois ela faz parte deste existir humano, de escolhas e de responsabilidade.
            O homem precisa recriar-se a cada instante, reconstruir-se, a partir de sua liberdade de escolha, sem apoio, sem ajuda, só e pleno de responsabilidades. Ele precisa inventar-se a todo instante, mas esse “invento” de si deve abarcar, conter toda a humanidade, responder por toda a história humana. Daí que esse homem sente desamparo, ele fica desamparado frente a tudo o que se lhe apresenta: “desamparo e angústia caminham juntos” (SARTRE, 1970, p.07). O desamparo e a angústia o desesperam, e a solidão o acompanha:

O desamparo implica que somos nós mesmos que escolhemos o nosso ser. [...] Quanto ao desespero, trata-se de um conceito extremamente simples. Ele significa que só podemos contar com o que depende de nossa vontade ou com o conjunto de probabilidades que torna a nossa ação possível. (SARTRE, 1970, p.07).
           
O desespero não deve ser um inibidor de minha ação. Ao contrário, deve me engajar na ação: “não é preciso ter esperança para empreender [...] não deverei ter ilusões e que farei o melhor que puder” (SARTRE, 1970, p.08). 
            A realidade só existe a partir da ação, o homem só existe à medida que se realiza na ação, o homem é o conjunto de seus atos. No texto Entre quatro paredes (2005), Sartre mostra  a condição humana enjaulada, mas nunca isenta da totalidade de seus atos. Inês é o retrato desta condição, já que verbaliza que ali está não por sua condição, mas sim pelo que ocasionou, na totalidade, no decorrer de sua existência com Florence e seu primo. Seduziu, inicialmente, Florence para depois lançá-la com seu olhar perverso sobre o marido, levando o relacionamento de ambos, Florence e o marido, a um desfecho trágico. Diz Inês, entre as quatro paredes do inferno criado por Sartre: “eu sou má: isso quer dizer eu preciso do sofrimento dos outros para existir. Uma tocha. Uma fogueira nos corações. Quando estou completamente sozinha, eu me apago”. (SARTRE, 2005, p.82)
            Inês é o carrasco do homem, é o resultado do que o homem faz consigo mesmo, com sua liberdade sem responsabilidade pela humanidade inteira (ou este seria o humano em nós todos?). O que fazemos de nós, de nossas vidas traduz o que somos, de onde viemos, para onde vamos, mas, principalmente, traduz o humano em nós, o “espelho do homem”. No inferno, não havia espelhos, o olhar do outro era o espelho que retratava o ser.
            Que fazer de nossas vidas, quem somos, para onde vamos, o que nos diferencia dos animais, se é que algo nos diferencia verdadeiramente, tudo depende de nós: “o destino do homem está em suas próprias mãos” (SARTRE, 1970, p.09).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoievski. São Paulo: Forense, 1997.

DUMOULIÉ, Camille. O desejo. Petrópolis: Vozes, 2005.

FREUD, Sigmund. Edição stantart brasileira das obras psicológicas completas. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

JURANVILLE, Alain. Lacan e a filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.

KRISTEVA, Júlia. No princípio era o amor. São Paulo: Brasiliense, 1987.

LACAN, Jacques. Seminário 7: a ética da psicanálise. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1991.

_______. Écrits. Seuil, 1966.

MAIA, Ana Martha Wilson. As máscaras d’A Mulher: a feminilidade entre Freud e Lacan. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 1999.

PLATÃO. O Banquete (Coleção Os Pensadores). São Paulo: Nova Cultural, 1991.

POZENATO, José Clemente. O Quatrilho. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1996.

ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

SARTRE, Jean-Paul. Entre quatro paredes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

_______. O existencialismo é um humanismoIn: www.odialetico.hpg.ig.com.br/filosofia/livros/ exhuman.htm.
 Consulta em: 20 de agosto de 2006. Fonte: L’Existentialisme est un Humanisme, Les Éditions Nagel, Paris, 1970. 

SCHOPENHAUER, Arthur. Dores do mundo. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s.d..

_______. O mundo como vontade e representação. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.

VERÍSSIMO, Érico. Ana Terra. São Paulo: Globo, 1995.

_______. O Tempo e o Vento. Porto Alegre: Globo, 1961.

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